Momento mais grave da Covid-19 toma a mídia brasileira

12 de março de 2021 às 14:36


Assunto ganha uma unanimidade que só os grandes eventos costumam ter na cobertura massiva de mídia do País

Por Janaina Langsdorff

Jornais de todo o Brasil estampam o iminente colapso do sistema de saúde em diversas regiões (Reprodução)

Poucos são os eventos que tomam conta da cobertura de mídia. Ainda assim, concentrados por um determinado período, como Copa do Mundo ou Jogos Olímpicos. A mídia brasileira tem hoje um único assunto nas capas de seus principais jornais, que está longe do ar acalentador dos esportes. As notícias sobre o pior momento já vivido pelo Brasil na pandemia da Covid-19 – com mais de duas mil mortes diárias e falta de vacinas – é unânime em publicações de todo o país.

Entre as principais manchetes, estão: “Estados apertam cerco ao vírus, e Bolsonaro reage com ameaças” (O Globo), “Com estado perto do colapso, Doria endurece quarentena” (Folha de S. Paulo), “SP amplia restrições a escolas e comércio; cultos são vetados” (O Estado de S. Paulo), “Indicadores pioram e BH deve ter mais restrições” (Estado de Minas) e “Justiça analisa pedido para fechar tudo do DF” (Correio Braziliense).

Boas notícias podem estar a caminho. Na manhã desta sexta-feira (12), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do antiviral Remdesivir como o primeiro medicamento a ter recomendação em bula para o tratamento de pacientes contaminados com o novo coronavírus. O órgão autorizou também o registro definitivo para a vacina da Universidade de Oxford/AstraZeneca produzida e distribuída no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A expectativa é entregar as primeiras doses ainda neste mês de março.

Fonte: PropMark


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