Marcas na rede: como aproveitar melhor o Twitter

5 de março de 2021 às 16:38


Plataforma e seus usuários são propícios para uma interação mais descontraída e engajada das marcas

Thaís Monteiro

Fundado em 2006 por Jack Dorsey, Evan Williams e Biz Stone como um espaço para conversação primordialmente em texto, o Twitter passou por mais revoluções no último ano do que muitas redes sociais. Além do aumento do limite de texto em cada publicação em 2017, em 2020 a plataforma implementou a possibilidade dos usuários publicarem mensagens de áudio na timeline, fazer publicações que duram 24h (os Fleets), permitiu aos usuários limitarem as interações com suas publicações, criou newsletter e se prepara para lançar salas de conversa por áudio, o Spaces, que se assemelha ao Clubhouse. Como consequência, diversos formatos atraem diversas ações de marketing.

É recomendado os anunciantes interagirem com os usuários. demais marcas e assuntos relevantes, desde que condizente com a identidade da marca (Crédito: Joshua Hoehne/Unsplash)

Embora popular a partir de 2008 no Brasil, foi em 2009 que o Twitter ganhou uma versão em português e abriu escritórios para operar no País em 2012. De acordo com Carolina Buzetto, CMO da F.biz, o reconhecimento da plataforma pelas marcas também teve um processo mais lento. “Logo que o Twitter nasceu, parecia mais uma rede para gente compartilhar o que estava acontecendo nas nossas vidas naquele momento. Porém a evolução da plataforma e do consumo do Twitter mostraram que o posicionamento ali era diferente”, lembra.
Esse posicionamento, explica, deve ser mais genuíno e as marcas devem estar preparadas para responder e interagir com o público. “As marcas entenderam que a plataforma possibilita uma conexão mais próxima, como se estivéssemos todos na mesma sala de estar conversando”, diz.

Ana Carolina Targino, assistente de data strategy na CP+B, considera tais fatores como um dos principais pontos de atenção no Twitter. Como os assuntos na plataforma ganham repercussão mais rápida, é importante ter um monitoramento constante para identificar comentários negativos que podem gerar crises de imagem. “Assim como as outras redes, o Twitter também é usado como um canal de atendimento e SAC, então, é recomendado ter atenção e tentar solucionar os problemas, para que a marca não fique com uma imagem ruim”, alerta.

Para Carolina, da F.biz, um dos fatores que tornaram o Twitter ainda mais relevante estrategicamente para as agências e anunciantes tem relação com sua potencialidade enquanto segunda tela para grandes eventos e programas de grande audiência.
Ao Meio & Mensagem, as executivas dividiram suas opiniões sobre as melhores práticas para uma boa presença de marca na plataforma.

Saber o momento e assunto certo
É necessário estar atento aos assuntos sendo tratados na plataforma, que mudam a todo momento, para saber aproveitar os temas para também entrar na conversa. Porém, ao mesmo tempo, os anunciantes devem tomar cuidado para não forçar uma fala ou passar uma imagem que não reflete o perfil da marca. Além disso, ao entrar em uma conversa, a disponibilidade para responder e agir rápido é um diferencial já que as respostas dos usuários chegam rápido.

Interação é essencial
Ainda na seara da interação, é importante propor assuntos relevantes e não deixar suas publicações limitadas ao seu próprio perfil. Recentemente, um movimento de marcas interagindo com concorrentes deu uma nova roupagem a plataforma e hoje é incentivado participar das conversas quando pertinente e engajar em publicações dos usuários, mesmo que não direcionada a própria marca, e outros anunciantes.

Aproveitar os usuários
Os usuários são grande fonte de inspiração para a comunicação. As publicações do público que utiliza o Twitter é, muitas vezes, de cunho cômico e criativo. As marcas podem aproveitar esses insights como oportunidade para entrar em assuntos relevantes e que façam sentido.
Linguagem do passarinho
Assim como as demais redes, o Twitter exige o uso dos formatos e linguagem próprios da plataforma para uma boa performance de marca. A linguagem é descontraída, mais leve e recheada de memes. É um espaço em que as marcas podem diminuir a rigidez na comunicação. Os anunciantes podem tirar proveito disso.

Fonte: Meio&Mensagem


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