Google vai proibir que sites possam ‘rastrear’ o usuário no Chrome

3 de março de 2021 às 14:28


Segundo a empresa anunciou nesta quarta-feira, 3, os cookies de sites terceiros não encontrarão mais suporte no navegador da empresa no futuro

O Google anunciou nesta quarta-feira, 3, que, à médio prazo, o seu navegador, o Google Chrome, não vai mais permitir que sites usem cookies de terceiros para rastrear as atividades individuais de cada usuário, uma técnica amplamente utilizada no mercado de publicidade online atualmente. Não apenas isso, a empresa também anunciou que não irá utilizar nenhuma ferramenta que permita identificação individual online para fins publicitários.

Isso significa que, ao acessar um site pelo Google Chrome, a página não poderá mais instalar no seu computador rastreadores de empresas de publicidade, que permitem a coleta de informações sobre comportamentos específicos do usuário na internet. Na prática, o Google não vai deixar, por exemplo, que todos os sites na internet exibam anúncios de tênis após você visitar uma loja desse tipo de produto. A empresa afirmou que a medida está sendo testada, mas que ainda não vai entrar em prática por enquanto.

Mas isso não será o fim das publicidades nos sites. O Google afirmou que ainda existem outras ferramentas que estão sendo testadas, como recursos que tornam contatos anônimos ou que só agregam dados, para que a publicidade possa ser oferecida sem tanta invasão. Dessa forma, os anúncios deixam de ser exibidos baseados em comportamentos individuais e sim em comportamentos coletivos. Segundo o Google, a medida visa aumentar a privacidade ao navegar no Chrome.

Além disso, a empresa diz que trabalhar com APIs próprias de coleta de informação pode ser melhor do que rastrear toda informação do usuário. Alguns recursos, como a análise de audiências com base em FLoC (Federated Learning of Cohorts), estarão disponíveis pata teste já nesse mês, enquanto a análise de audiências com base em FLoC com anunciantes do Google Ads será testada no segundo trimestre de 2021.

“Nossos produtos da web serão alimentados por APIs que preservam a privacidade, que evitam o rastreamento individual e ainda fornecem resultados para anunciantes e editores. As pessoas não deveriam ter que aceitar ser rastreadas na web para obter os benefícios de uma publicidade relevante. E os anunciantes não precisam rastrear consumidores individuais na web para obter os benefícios de desempenho da publicidade digital”, afirmou a empresa em comunicado.

Os cookies chamados first-party, porém, vão continuar. São aqueles que não dependem de outros provedores para colher as informações de seus visitantes. Ou seja, são arquivos que pertencem ao próprio site visitado. Esse tipo de ferramenta não tem a capacidade de monitorar o que o usuário faz na internet, mas guarda informações como login e senha, para que você não tenha que digitá-los toda vez que quiser entrar em alguma plataforma.

Fonte: O Estado de S.Paulo


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