Diageo amplia time de marcas desistentes da Copa América

10 de junho de 2021 às 15:36


Fabricante de bebidas cita a situação da Covid-19 como justificativa de sua postura; Mastercard e Ambev também anunciaram que não farão ativações do evento

Bárbara Sacchitiello

Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, será uma das sedes dos jogos da competição (Crédito: Facebook.com/CopaAmerica)

*Colaborou Fernando Murad

Depois de Mastercard e Ambev, foi a vez da fabricante de bebidas Diageo (dona das marcas Johnnie Walker e Smirnoff) anunciar que não fará ativações de sua marca durante a Copa América. O posicionamento da marca acontece depois de outras patrocinadores do evento terem comunicado que, embora se mantenham vinculadas ao projeto da competição, não aproveitarão para fazer campanhas publicitárias ou qualquer outro tipo de ativação de suas marcas no âmbito do torneio de futebol.

“A Diageo, líder mundial em bebidas alcoólicas premium, anuncia que irá retirar suas ações de marca no Brasil no âmbito do patrocínio da Copa América, diante da atual situação sanitária brasileira e em respeito ao momento da pandemia do Covid-19. Os termos do patrocínio foram acertados quando o evento estava previsto para ser realizado na Colômbia e Argentina. A Diageo reitera seu compromisso com a sociedade observando os protocolos de segurança e ações institucionais que contribuam para a mitigação da pandemia”, diz o comunicado da marca.

A Diageo foi a única empresa a mencionar as razões que a levaram a desistir de ativar o patrocínio no evento, diferentemente dos posicionamentos de Mastercard e Ambev, que comunicavam a não exposição das marcas, mas sem detalhar os motivos.

Antes marcada para acontecer na Colômbia e na Argentina, a Copa América acabou sendo transferida ao Brasil por conta de impeditivos das sedes originais (problemas políticos, no caso da Colômbia, e o agravamento da Covid-19, na Argentina). Desde quando a Conmebol e o governo brasileiro comunicaram que o País seria a sede do evento, muitas críticas e questionamentos surgiram na imprensa e na sociedade por conta, sobretudo, da situação crítica que o Brasil ainda enfrenta em relação à pandemia de Covid-19. Até mesmo os jogadores e comissão técnica da seleção brasileira divulgaram um posicionamento, em conjunto, para declarar que são contra a realização da Copa América, mas que cumprirão a missão de jogar e representar o País em campo.

A instabilidade em relação ao evento, cujo início está marcado para o próximo dia 13, gerou também problemas aos patrocinadores e marcas envolvidas no assunto. “É uma situação muito difícil de gerenciar. Em ambos os lados, há muito a perder com qualquer decisão que seja tomada. Isso sem falar no grande investimento feito no evento que não trará resultados. Mas acho que Mastercard e Ambev tomaram a decisão correta em não expor suas marcas no evento”, analisa Ricardo Fort, fundador da Sport by Fort Consulting, ao Meio & Mensagem.

Os direitos de transmissão da Copa América 2021 estão com o SBT na TV Aberta. A emissora, inclusive, já negociou cotas de patrocínio da transmissão com Kwai e Betfair.net e está em conversas com outras empresas. Na TV por assinatura, o evento será transmitido pelos canais esportivos da Disney (ESPN e Fox Sports).

Fonte: Meio&Mensagem


X