Autenticidade é central para marcas, mas deve gerar resultados mensuráveis
Marcas ainda cobram conversão, mas trocam volume por relevância
e passam a medir influência por relação, confiança e impacto real

O comportamento das marcas traduz uma evolução clara na forma como elas estão entendendo o papel do creator dentro da estratégia de negócio. Elas buscam uma originalidade que vai além do alcance, chegando à aderência cultural, algo que passe verdade para o público. Isso fez com que elas buscassem não apenas creators com audiência, mas que sejam vozes autênticas dentro de suas comunidades, com pautas e linguagens que realmente conversem com o público. Além disso, que tenham a capacidade de entregar formatos integrados, com conteúdo, entretenimento, branded content e qualidade nas conversas. A inteligência que supera o volume.
Para Thiago Bispo, presidente da BR Media, as marcas mais avançadas já não estão olhando para influência como uma camada de comunicação, mas como acesso a capital social e, principalmente, a comunidades reais. E quando você passa a operar via comunidade, o centro deixa de ser alcance e passa a ser relação, confiança, recorrência e troca.
“Nesse contexto, o crescimento dos micro e nanoinfluenciadores é uma consequência natural. Eles têm um nível de proximidade e engajamento que constrói vínculo de verdade. São creators que não só falam com a audiência, mas conversam com comunidades que se reconhecem. E que, quando seu capital social é bem ativado dentro dessas comunidades, isso não só aumenta o engajamento, mas constrói pertencimento e impacto real de negócio.”
“É exatamente por isso que a gente vem investindo em modelos como o MIS, que organizam e escalam essa lógica de micro e nano creators, conectando marcas a milhares de comunidades de forma estruturada, contínua e com capacidade real de gerar resultado”, cita Bispo.
Uma das principais mudanças é a velocidade com que as marcas passaram a exigir resultado direto de negócio. De acordo com Flavio Santos, CEO da MField, antes, o marketing de influência era muito associado a awareness e construção de imagem. Hoje é cobrado por performance, conversão e impacto mensurável, muitas vezes com métricas próximas às de mídia de performance.
“Esse avanço mostra um amadurecimento importante, mas também traz um desafio: o equilíbrio entre curto e longo prazo. Muitas marcas ainda estão aprendendo a equilibrar essa cobrança por resultado de curto prazo com a construção de valor de longo prazo. A influência não opera apenas como mídia de conversão. Seu principal ativo continua sendo a confiança e a relação construída entre creator e audiência, o que exige consistência e tempo”, afirma Santos.
“O que temos visto é uma evolução no entendimento de que os melhores resultados vêm de estratégias integradas, que combinam presença contínua, construção de narrativa e momentos táticos de conversão. Quando esse equilíbrio acontece, a influência deixa de ser experimental e passa a ser um motor real de crescimento”.
Fonte.: Autenticidade é central para marcas, mas deve gerar resultados mensuráveis