O FUTURO DA PROPAGANDA PAUTA WORKSHOP DA FENAPRO NO RIO DE JANEIRO

A Fenapro promoveu um debate em agosto para discutir o que as agências de propaganda podem esperar em termos de futuro em um cenário marcado por desafios como o uso da Inteligência Artificial,a automação do trabalho e o protagonismo das big techs, conduzido pelo fundador da Delta Consulting, Fernando Braga e Silva.
A segunda etapa do workshop “Cenários Futuros” ocorreu durante o último Encontro Nacional do Ecossistema Sinapro Fenapro nos dias 13 e 14 de agosto, no Rio de Janeiro, dando sequência à primeira, realizada em Campo Grande, em março.

“Nosso objetivo, ao estimular o debate sobre os cenários futuros, é auxiliar as lideranças regionais a desenvolverem uma visão mais abrangente e estruturada sobre o futuro do setor publicitário”, afirmou o presidente da Fenapro, Daniel Queiroz.
Ele informou que os temas discutidos no workshop irão compor o quarto paper do projeto Fenapro Transforma, previsto para ser lançado entre novembro e dezembro.
Com base na metodologia Oxford Scenario Planning Approach (OSPA), da Universidade de Oxford, o workshop se propôs a observar o cenário do setor de publicidade, as variáveis políticas, econômicas, sociais e ambientais. Entre os pontos e questionamentos abordados, constam:
- Qual será a essência do trabalho das agências no cenário de avanço da Inteligência Artificial, elas serão pilotos da tecnologia ou desenvolverão um trabalho artesanal/ humano diante da repetição da IA?
- Qual será o protagonismo das big techs, elas ficarão mais fortes e terão maior controle sobre o mercado ou haverá uma descentralização, com a pulverização dos negócios?
- O sucesso será medido pela personalização criativa ou pelo impacto dos algoritmos?
- Como será a automação do trabalho no futuro?
- Onde estará a originalidade das agências?
Segundo o diretor da Delta Consulting, a originalidade das agências estará na curadoria entre o ajuste dos algoritmos e a criatividade. Já a crescente automação do trabalho irá requerer especialistas em automação criativa. E aí, uma das questões estratégicas será valorizar o capital humano e a criatividade.