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"Combater anúncios ruins não é um desafio só do Google. É da indústria"
São Paulo, 14 de Março de 2019 ás 10h46

Empresa excluiu 2,3 bilhões de ads irregulares em 2018. Roberto Gutierrez, head de Trust&Safety, fala sobre report
 
por LEONARDO ARAUJO          
 
Crédito da foto: Divulgação
 
O Google divulgou nesta quinta-feira (14) o Better Ads Report, seu relatório anual sobre os esforços da gigante para melhorar a publicidade digital da companhia. O documento mostra que a empresa removeu 2,3 bilhões de anúncios irregulares (que não respeitaram a política de publicidade do Google) durante o ano de 2018. Desses, mais de 58 milhões eram anúncios de engenharia social ou, como são conhecidos, pishing. Trata-se de um conteúdo que induz os usuários a fazer algo perigoso como revelar informações confidenciais ou fazer o download de um software malicioso.
 
"Especificamente na América Latina, o pishing é uma prática muito comum há alguns anos. Não só nas plataformas do Google, mas de uma forma geral", explica Roberto Gutierrez, head de Trust&Safety do Google para a América Latina, em entrevista ao PROPMARK.
 
E se o pishing é comum, segundo Scott Spencer, diretor de anúncios sustentáveis da empresa, novas práticas maliciosas provocaram a criação políticas para a publicidade online da marca. "Em 2018, enfrentamos novos desafios em áreas onde a publicidade online pode ser usada para enganar", diz. Por exemplo, a empresa precisou criar uma nova política para proibir anúncios de provedores de fianças, mercado relevante principalmente nos EUA. "Vimos evidências de que esse setor estava se aproveitando das comunidades vulneráveis. Da mesma forma, quando vimos um aumento nos anúncios promovendo experiências enganosas para os usuários que procuram serviços de reabilitação, consultamos especialistas e restringimos a publicidade a organizações certificadas", explica Spencer.
 
Os esforços do Google para combater a má publicidade e a divulgação deste trabalho se dá por algumas razões. Segundo Roberto, entre as principais, está o fato de a empresa acreditar na transparência. "É a melhor forma de explicarmos para o mercado e para a indústria esse desafio de manter as nossas plataformas e o ecossistema saudável. Há uma outra razão importante também: a partir do momento em que a gente divulga essas informações e compartilha esses dados, entendemos também que a própria indústria se beneficia disso e a gente acaba abrindo uma discussão porque, de fato, combater os anúncios ruins não é um desafio só do Google. É um desafio da indústria. Essa é a razão pela qual divulgamos seguidamente esse relatório", explica.
 
A análise dos anúncios que violam as políticas está cada vez mais rápida e, muitas vezes, a peça irregular é identificada antes mesmo de entrar no ar. Para isso, a empresa combina o uso de tecnologia com pessoas. "E cada um desses elementos tem um papel muito importante nesse processo. Se a gente não usasse tecnologia, provavelmente não conseguiria alcançar a escala que a gente precisa. Estamos falando de bilhões de anúncios. Por outro lado, se não tivéssemos pessoas nesse processo certamente não tomaríamos as melhores decisões em alguns casos em que é importante ter o olho humano", analisa Gutierrez.
 
Aliás, a empresa se preocupa em dar atenção especial às tendências locais e obviamente ter times que estão na região. As práticas irregulares no Brasil não são, necessariamente, as práticas irregulares da Argentina, por exemplo.
 
Gutierrez também ressalta a preocupação da rede em dar assistência aos anunciantes que erram sem ter a intenção. "Temos que considerar que existem os maus atores, mas anunciantes que incorrem numa violação ou outra às vezes por desconhecimento da política ou por algum descuido", explica. Para educar, o Google trabalha conteúdo que auxilia as empresas, como na criação de vídeos específicos para o canal de Google Ads no Youtube.



PropMark (14.03.19)



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