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Google BrandLab analisa mudanças da masculinidade através de buscas
São Paulo, 12 de Julho de 2018 ás 10h47

Dados são rastreados em plataformas como o YouTube para colaborar com as estratégias das agências diante de novo cenário

Focado na identificação de insights para orientar agências e anunciantes nas estratégias de comunicação, o Google BrandLab ouviu 700 usuários do sexo masculino nas buscas por temas no Google e YouTube para observar o comportamento de consumo de uma faixa etária entre 25 e 44 anos.

A conclusão da análise feita com apoio do Google Consumer Survey identifica que o significado da masculinidade foi reconstruído e alguns clichês do passado estão, por assim dizer, fora de época.

O estudo concluiu que 34% dos homens não se sentem desconfortáveis em realizar tarefas domésticas. Para 88% não faz mais sentido terceirizar às mães a educação cotidiana dos filhos, papel que até bem pouco tempo tinha rejeição vertical devido ao envólucro de supridor dos machos.

Compartilhar sentimentos, para um terço da amostra, é factível. E para 78% há machismo no Brasil. As buscas relacionadas com a expressão “machismo no Brasil”, pularam do 9º lugar para 3º, atrás apenas de “o que é machismo?” e “o que é ser machista?”, e crescendo 263% nos últimos dois anos.

Mais: o vetor metrossexual está em alta. A visualização do público masculino em vídeos de beleza cresceu 44%; 93% dos entrevistados afirmam que cuidar da aparência é importante e 90% já usaram cosméticos; 49% dos homens discutem cuidados pessoais e trocam dicas de produtos quando perguntados sobre o assunto; e 30% assistem a vídeos sobre produtos de beleza e cuidados pessoais para homens. Jogadores de futebol, como Neymar, por exemplo, não andam sem seus nécessaires recheados de cremes hidratantes, géis, perfumes e até mesmo de maquiagem. E não dispensam um trato no cabelo ou na barba.

“Um dos principais objetivos desse estudo é contribuir para a desconstrução do papel (e função) que o homem tradicionalmente sempre exerceu. Ao trazer dados e apresentá-los, nosso objetivo é não só repensar como os homens e a questão de gênero são retratados na comunicação, mas também libertá-los de estereótipos. Precisamos normatizar a discussão sobre diversos tipos de masculinidade e propor um ambiente seguro e sem julgamentos. Quando pensamos em publicidade, nosso objetivo é que marcas e agências acompanhem as principais tendências e incorporem isso em sua comunicação. Como comunicadores, temos uma responsabilidade muito grande em retratar de forma diversa a sociedade”, explica a executiva Amanda Sadi.

Esse novo modelo do homem reflete o momento mais híbrido e sem muros que a sociedade passou a ter. Amanda explica: “Com certeza, esse comportamento masculino é consequência da discussão de gênero como um todo. É impossível dissociar o crescimento da pauta feminista e questões LGBTQI+ do aumento do debate sobre novas masculinidades. Afinal, são causas complementares que lutam por igualdade, liberdade e respeito”.

Qual é o propósito do Google? Amanda responde: “Ainda hoje, é muito comum os homens terem receio de falar sobre certos assuntos. Nesse sentido, o digital torna-se um grande aliado para tirar dúvidas e o aprofundamento em temas, sem receio de julgamentos. Dessa forma, o estudo tem como propósito democratizar a informação e, mais importante, eliminar tabus. Precisamos difundir a mensagem de que uma sociedade sensível, sem medo de demonstrar sentimentos, não nos torna mais fracos, mas sim, melhores”, finaliza.

Crédito da imagem: vgajic/iStock



Propmark (12/07/2018)



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